Páginas

Mostrando postagens com marcador Sentimentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sentimentos. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de maio de 2011

As pessoas passam pelas nossas vidas

    Nesse momento da minha vida, estou conhecendo tantas pessoas, de tantos lugares diferentes. Com as culturas mais diversas, e modos de ser e pensar totalmente divergentes.
Algumas delas, apenas passaram de raspão, e outras, com as quais eu me identifiquei muito, passaram a fazer parte do meu dia-a-dia. Compartilhamos idéias, sonhos, aventuras, sentimentos, e histórias...muitas histórias pra contar.
    Sem que você perceba, o tempo passa... e um dia essas pessoas vão embora !!! E o pior de tudo, é que muitas vezes você nem percebe que o tempo já passou e é hora da despedida. No semestre passado, fiz muitas amizades, mas a maioria foi com o pessoal de São Paulo e Tocantins. Fizemos muitas festas, demos muitas risadas. E quando chega a hora de dizer tchau, dá um aperto no coração, porque apesar de serem brasileiros estão distantes de mim, distantes de onde moro.
    Em fevereiro, iniciou-se um novo semestre, e aquela sensação de vazio, porque essas pessoas com as quais fiz mais amizades, ficaram apenas 6 meses e já voltaram para suas casas. Elas se foram e eu fiquei. É tão estranho ver o pessoal novo chegando e se sentir antiga, por assim dizer. Nós, os Erasmus que ficaram, brincamos dizendo  que somos da temporada antiga de Malhação, hehehe.
    Recentemente, fui pra Lisboa, e no Hostel conheci um brasileiro que morava na Inglaterra e estava voltando para o Brasil, e também uma outra brasileira, que estava viajando na Europa por uns dias. Passamos uns 3 dias juntos, visitando os lugares, conversando, nos divertindo, partilhando as histórias de vida e experiências de cada um.
E no 4º dia, chegou a hora de dizer tchau, e novamente, essa sensação de que, você conheceu pessoas tão especiais, mas que pode nunca mais vê-las. ( Os recursos da Internet nos trazem muitas facilidades, mas não é a mesma coisa, as pessoas se distanciam com o passar do tempo.)
    Pode ser que um dia nos encontremos e um nem reconheça o outro, mas também pode ser que um dia nos esbarremos em algum acaso da vida, e começaremos a contar uns aos outros como nossa vida mudou, se nos casamos, ou não; tivemos filhos, ou não; se estamos trabalhando, ou não...
    Fica aí a questão, será que as pessoas passam pelas nossas vidas o tempo necessário para que possamos aprender o que o destino determinou, ou nós é que escolhemos por quanto tempo elas ficarão em nossas vidas?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Se encontrar dentro de si mesma

    As vezes você não se sente meio perdida? Não geografiamente, também não por estar louca, afinal você sabe quem é e o que faz... Mas as vezes, tenho momentos que me puxam para parar e pensar. O que quero a mais? Qual o sentido que quero pra minha vida ?

    O problema é que a maioria de nós não faz isso quando está atolado de tarefas, em uma rotina desenfreada. E, as pessoas todas ocupadas dizem que isso é coisa de quem não tem mais nada pra fazer. Mas será que é porque não temos mais nada pra fazer que prestamos mais atenção nesses pequenos detalhes, que passam despercebidos pelos outros?
Todos nós precisamos reencontrar nosso eu dentro de nós mesmos. Dar atenção àquele "eu", muitas vezes perdido, ou esquecido, o qual possui uma voz já tão fraquinha e difícil de ouvir, visto que muitas vezes não o escutamos, não damos espaço para lhe ouvir. Porque preferimos a conveniência, a vida regrada nos padrões da sociedade, a parte racional e não criativa. A parte teórica e não a arte. O concreto e não o abstrato.

Saber o que se quer da vida, quem se quer para a sua vida, o que fazer dela...

    As vezes esses momentos pedem mudanças, físicas, mentais, concretas e abstratas. E por que não aproveitar esses momentos?  Nossa vida é feita de ciclos, ou fases, como preferir chamar, e ESCOLHAS. Durante essa transição, precisamos fazer escolhas. Escolher seguir um caminho. Muitas vezes, não sabemos se ele é o adequado ao momento, se é certo ou errado, mas precisamos decidir, fazer uma escolha e confiar. Porque é somente assim que iremos agir, e desencadear novos acontecimentos, que darão origem á novos ciclos, novas fases e novas escolhas...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Datas Comemorativas Longe de Casa

    Estar longe da família e dos amigos em datas comemorativas é muito diferente. Por mais que tenho as pessoas que conheci aqui, e que também são especiais pra mim, sinto um vazio nessas ocasiões.
    Passei o meu aniversário, dia 18 de Dezembro, em Berlin. E o pessoal que estava viajando comigo cantou parabéns na neve de manhã cedinho, foi bonitinho, mas faltou alguma coisa. Eu sempre fazia um café em minha casa neste dia e convidava os parentes e amigos mais próximos. Desta vez não tive nenhuma vontade de comprar um bolinho de padaria mesmo.
    No Natal, passamos em Florença, e jantamos no restaurante de um hostel. Também estava cheio de gente, encontramos uns barsileiros lá e outras amigas que estava na Itália nos encontraram nessa data. Mas novamente, um vazio...
    Na passagem do Ano, estávamos em Barcelona, e foi uma virada muito estranha, porque o pessoal não fica perto da praia. Eles ficam dentro dos restaurantes ou na praça da Catalunya, ou então, em alguma balada próxima da praia, mas que nenhum dos meus amigos que estava viajando comigo, queria entrar. Então, ficamos lá fora, na praia, para pular as 7 ondas. Aconteceu que nos perdemos, e acabamos nos dividindo em dois grupos. Apesar de ser Barcelona e ter festas muito legais, me senti muito sozinha e muita falta da minha família e minbas amigas.
    Agora na Páscoa, não estarei viajando, temos planejado um almoço em conjunto aqui na residência e vamos ver como vai ser.
    As vezes achamos chato a monotomia das datas comemorativas, sempre a mesma coisa, as mesmas pessoas. Mas só damos valor á isso quando estamos longe.
Então, se você irá passar mais uma data especial do mesmo jeito, pare pra pensar e dar valor ao que você tem no momento. Abrace todas as pessoas, deseje-lhes coisas boas do fundo do seu coração. Pare uns instantes para pensar na sua vida, agradecer à Deus e às pessoas á sua volta, e se necessário perdoar e pedir perdão !! Aproveite o momento presente, ao lado de seus amigos ou familiares, porque afinal, nunca sabemos o que pode acontecer no momento seguinte.

quarta-feira, 9 de março de 2011

O que é a Saudade?

    Saudades? Tão fácil de sentir... difícil de explicar...
Pra mim... é lembrar e sentir falta daquilo que já se teve algum dia e que, não se tem mais. É sentir falta de coisas materiais ou apenas das experiências que vivenciou, dos amigos que fez, dos momentos intensos que passou ao lado de pessoas especiais, e dos sentimentos que teve durante esses acontecimentos. Ela pode ser de coisas simples, que antes você nem prestava atenção, ou de episódios marcantes em sua vida.
    Você começa com pequenas lembranças, algo que lhe faz recordar... Uma foto, uma música, um objeto, uma situação. Lembra mais profudamente e, sente um aperto no peito, que não tem explicação. A vontade de ter e a incapacidade momentânea ou não, de voltar no passado.
    Do que eu tenho saudades?
Bem, só estando longe para saber o quão importantse são as pequenas coisas da vida. Tenho saudades da minha casa, da minha cama, da minha mãe, dos meus amigos. Da correria do dia-a-dia. Da minha pequena cidadezinha . Dos pagodes de domingo. Das saídas nas sextas-feiras. Dos sábados sem nada pra fazer. Do chop da Brahma na terça. Da comida da minha mãe. Do abraços dos meus amigos e da forma de os cumpirmentar, sempre com um beijinho e um abraço do tamanho do mundo. Do sol quente da praia.  De um fogão. Do sofá. Da televisão. Das músicas sertanejas e do pagode. Da 89 FM. Da turma do trabalho. De andar na praça Getúlio Vargas, no calçadão e  de deitar na rede e ler um bom livro. Dos cafés de domingo na casa da minha vó. De sair pra comer rodízio de pizza até não poder mais. Do almoço de domingo com churrasco e maionese. Do cheiro de natureza do Rio Vermelho. Das conversas de família com minhas irmãs e minha mãe. De correr e brincar com o meu sobrinho. Do cheiro de café passado na hora e da roupa lavada. De pão de queijo e bolo recheado de verdade. De andar de carro. Do carinho das pessoas. De poder ligar pras melhores amigas e contar sobre aquele gatinho da balada, sendo que ela já conhece toda a história. De chegar na balada e conhecer quase todo mundo.E, de dar boa noite pra minha mãe com um abraço enorme com ela sempre me desejajando bom trabalho todos os dias. Enfim, de todas esssa coisinhas que, antes passavam meramente despercebidas e hoje eu aprendo a dar valor.

.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Os preparativos

    Eu me inscrevi para o processo seletivo realmente no último minuto, pois entreguei meus papéis  ás 22.30 hs do último dia de inscrição para achefe do departamento. Acho que gosto da sensação de correr contra o tempo, porque deixar as coisas pra útlima hora é minha especialidade ( mas não aconselho isso, ok?). Após ser selecionada na minha Universidade, começa a correria para a compra de passagens, visto, passaporte, etc. E é correria mesmo, porque é muita burocracia.
    Primeiramente, para a candidatura da vaga em Portugal, são vários formulários, currículo e papéis a serem preenchidos. Depois que se recebe a carta de aceite, por correio, precisa dar início ao passaporte e mais milhões de coisas. Feito isso, começa a correria pro visto... mais uma vez a mesma história haha. Para o visto você precisa de coisas como: certificado de antecedentes criminais, comprovativo de meios de subsistência, comprovante de moradia em Portugal, pb4, que é um seguro de saúde e muitos documentos autenticados. Algumas coisas são feitas em outras cidades: em Joinville, o passaporte; Curitiba, o visto e Florianópolis, o PB4.  Então, aqui vai uma dica, não enrole. Comece o mais rápido possível a providenciar tudo, porque são muitas coisas mesmo. O meu visto por exemplo, chegou na sexta- feira e eu ia viajar na segunda. E sem ele , não dá pra viajar, imaginem meu nervosismo esperando ele chegar.
    A fase dos preparativos leva uns meses, um tempo que você passa atolado de coisas, porque, aliado a todos esses procedimentos no meu caso, eu também estava trabalhando o dia inteiro e estudando á noite. Portanto, além desses assuntos eu tinha minhas obrigações cotidianas.
    Uma coisa importante que fiz, foi deixar uma procuração geral feita no cartório da minha cidade que custou 30 e poucos reais, onde eu deixo total liberdade para uma pessoa, no caso minha mãe, lidar com qualquer coisa relacionada a minha pessoa: assinar documentos, movimentar contas bancárias, etc. Isso é uma segurança, pois você nunca sabe o que pode acontecer. Ah, e o cartório já tem a procuração pronta, você só precisa assinar.
É isso, depois da parte burocrática e extressante vem a hora da viagem.
    Vale lembrar que além da toda a papelada, eu considero importante que você lembre de aproveitar os últimos momentos na sua terrinha e com as pessoas que você gosta. São meses, estressantes, ansiosos e cansativos, mas sair com os amigos e fazer o que gosta, não tem preço.
    Antes de viajar eu pensei: " tenho que fazer tudo o que eu sempre tive vontade de fazer e não fiz, para o caso de que, se o avião cair, eu pelo menos irei morrer com a sensação de missão cumprida ahahahaa" Há quem ache isso exagero, mas realmente você nunca pode prever o que irá acontecer, e isso me levou a ter atitude e a fazer muitas coisas das quais hoje olho pra trás e me orgulho, por ter aproveitado mesmo todos os pequenos momentos. Momentos com a família, com os amigos e outros objetivos. Fiz uma lista mental das coisas que eu gostaria de falar, de fazer, das pessoas que eu precisava encontrar, conhecer e pequenas loucuras e coisas engraçadas que, se você for minha amiga e estiver lendo isso, provavelmente vai lembrar de alguma. E... no último sábado antes do embarque, estava eu, alcançando o último objetivo dessa lista :)
    Outra coisa legal é fazer uma festa de despedida, só não aconselho que faça isso um dia antes, como eu fiz. Porque pra mim e pra algumas pessoas com quem conversei, na noite anterior á partida parece que é comum você ter algum tipo de ataque de emoções e não é legal passar a noite chorando ehehehe. Eu estava muito tranquila durante todo o tempo, sempre estive ciente de que, ao tomar a minha decisão, eu iria deixar coisas como o trabalho, amigos, família e quando voltasse, as coisas poderiam estar muito diferentes. Mas, nesta noite, me deu um aperto por deixar  essas coisas,  minhas lindas amigas e amigos, parceiros pra tudo, as festas e a melhor casa com a melhor mãe do mundo.
    Mas é preciso assumir riscos nesta vida, não é mesmo? E isso passa, pode ter certeza! No outro dia  já estava  tudo bem.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Intercâmbio- O Início

    Decidi escrever um blog pra contar um pouco mais sobre a experiência de um ano longe de casa. Neste mundo com uma facilidade de acesso á informação nunca vista antes, acho importante compartilhar experiências e idéias, que podem ajudar e satisfazer a curiosidade de muitas pessoas. Aqui vou relatar desde a tomada de decisão até as dificuldades e alegrias que um intercâmbio pode lhe proporcionar.
    Eu curso Administração em uma Universidade Particular na minha cidade São Bento do Sul, que possui um convênio com algumas Universidades estrangeiras, dentre elas a Uminho, localizada na cidade de Braga, em Portugal. Minha Universidade possui um acordo de cooperação em que eu posso fazer algumas disciplinas que validam com o meu curso e outras apenas a fim de agregar conhecimento. A parte que não é muito legal é o fato de você atrasar um ano do seu curso e quando voltar não estudar mais com a sua atual turma. Mas, esse ano que você passa fora com certeza traz muitos aprendizados que compensam isso.
    Estávamos um dia em mais uma palestra na faculdade, esta sobre o intercâmbio, afim de promover o conhecimento do programa e o relato das pessoas que vieram para Portugal no ano anterior.Eu sempre quis fazer um intercâmbio, desde pequena falava pra minha mãe que um dia iria passar um ano fora. E a minha mãe nunca acreditava, dava risada e me perguntava se eu teria coragem, porque afinal eu sempre fui uma criançã super tímida, quem me conhece agora pode achar que isso não é possível visto que hoje sou muito diferente. Isso martelava muito na mminha cabeça mas apartir do momento em que eu começei a trabalhar e estudar, fui deixando pra trás, porque é muito difícil deixar um emprego estável e abandonar a faculdade para fazer isso nos dias de hoje.
    Então, após esse palestra eu cheguei em casa e começei a pensar na hipóstese de me candidatar ao intercâmbio, e o fato de ser um programa pela faculdade era um ponto muito positivo. Desde criança eu sempre tive idéias mirabolantese vivia fazendo milhões de planos, a maioria deles eu não colocava em prática, mas sempre continuava pensar em muitas hipósteses afim de resolver problemas e conflitos. Eu não possuía todo o dinheiro para passar um ano fora, tinha alguma economias mas não eram suficientes. O programa com a minha faculdade funciona da seguinte forma: você é isento de pagar a mensalidade no Brasil e em Portugal, mas arca com o restante dos custos, que pelas minhas pesquisas girava em torno de 400 euros por mês e sem contar a passagem aérea. E é tudo em euros então, no mínimo 2,3 vezes a mais que o real. Fui pensando, pensando, e fiz um esboço de um pequeno plano para conseguir a quantia de dinheiro necessária, algo bem realista, se eu conseguisse isso viajaria, caso contrário não.
    De imediato, eu não contei minha idéia pra muita gente, apenas a duas amigas mais próximas. Até minha mãe ficou sabendo disso mais tarde, uns dias antes de realizar a inscrição, eu não quis contar  a ela antes, porque como minhas idéias eram sempre um pouco mirabolantes e minha mãe, que já tem seus 50 anos e é mais conservadora, sempre "cortava o meu barato" falando: " isso não vai dar certo" essas coisas. Mas me surpreendi porque ela foi muito motivadora e ficou feliz com a minha idéia.
    Fiz a inscrição, fui aprovada e graças a Deus e á algumas pessoas importantes que me ajudaram, aqui estou eu, no dia 22 de janeiro, no meu quarto da Residência Universitária de Santa Tecla, começando a descrever a história da realização de um sonho. É isso mesmo, um sonho, o que isso sempre foi pra mim.